“Não é fácil ser um consumidor responsável”

Publicado em 29/ julho/ 2008

Você já parou para pensar no que anda fazendo para contribuir com um planeta sustentável? Pois é, hoje em dia os consumidores estão ficando cada vez mais conscientes, e quando o motivo (salvar o planeta) aparece eles não ficam atrás. O problema é que, como se fala tanto em sustentabilidade e aquecimento global, a quantidade de informações, muitas vezes contraditórias, confunde e cansa até o mais bem intencionado ecologicamente. As dúvidas são das mais variadas, como por exemplo a da caixa de leite Longa Vida que gera controvérsias na hora de ser colocada no lixo. De acordo com a Tetra Pak, a caixinha Longa Vida deve ir ao compartimento dos papéis, pois a embalagem segue antes para a indústria papeleira e, depois, para outras indústrias que aproveitarão o plástico e o alumínio. Porém nem todo mundo sabe disso. Outra dúvida cruel é na hora de tomar o café da tarde. Muitos optam por levar para o trabalho sua própria caneca para não usar mais copos descartáveis, até que surge alguém que fala que a água usada para lavá-la geraria outro tipo de impacto ao ambiente. Nesses casos a confusão gerada na cabeça das pessoas é enorme.

Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, diz o seguinte: “As escolhas sempre terão elementos contraditórios e é preciso fazer ponderações, decidir o que deve ser priorizado. Minha ação vai diminuir o aquecimento global? Ou desencadear algum problema social? Ao compreender isso, percebe-se que as respostas não são “preto no branco”. Porém, mesmo com essa reflexão, ainda ficam questionamentos, pois é difícil saber como uma escolha poderia causar tamanho efeito no ambiente, quando se abordam somente termos genéricos. Em vista disso o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) criou um site de orientação para o consumo consciente www.climaeconsumo.org.br, que pretende ligar as pequenas ações às grandes questões ecológicas.

Talvez devido à tantas incertezas que, de acordo com uma pesquisa do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e do Ibope, divulgada no mês passado, 67% dos brasileiros entrevistados não separam o lixo reciclável e somente 5% encaminham o lixo orgânico para a transformação em adubo. Além disso, outros problemas que desestimulam a adoção de atitudes ecológicas são a falta de opção aos hábitos poluentes, e a falta de estímulo e políticas de governo.

As mudanças precisam ser drásticas e rápidas para causar efeito na natureza e apesar de ações ecologicamente corretas estarem na moda, o compromisso ainda não é geral. Esse excesso de informação desestimula e as pessoas sentem uma sensação de isolamento quando praticam algo correto, causando ainda mais desestimulação, o que torna difícil o engajamento às ações ecológicas.

Mas mesmo assim, eu ainda sou daquelas que acredita que se cada um fizer a sua parte podemos viver em um mundo melhor. Não custa nada !

Prêmio Empreendedor de Sucesso 2008

Publicado em 27/ julho/ 2008

Com a idéia de incentivar a criação de novos negócios no Brasil, divulgar e reconhecer empreendedores e empresas de sucesso, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios com a parceria do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (GVcenn) e o patrocínio do Visa estão, pelo segundo ano, promovendo o prêmio Empreendedor de Sucesso de Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

A disputa se dará em três categorias, sendo elas Oportunidade (para as empresas que souberam desfrutar de uma bela oportunidade oferecida pelo mercado), Inovação (para as empresas que tiveram um produto, serviço ou processo administrativo inovador) e Crescimento (para as empresas que tiveram crescimento expressivo e contínuo nos últimos anos). O prêmio máximo de Empreendedor de Sucesso 2008 será dada à empresa que mais se destacar nos três quesitos.

Os vencedores serão retratados na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e convidados a participar da Semana do Empreendedorismo da Fundação Getulio Vargas.

Para participar sua empresa (micro, pequena ou média) deve estar constituída e existir formalmente a mais de três anos. Veja o regulamento aqui.

Você tem um negócio bem-sucedido? Uma boa história pra contar? Inscreva-se aqui e boa sorte!

Ps: As inscrições vão até 15 de agosto de 2008. Não perca essa oportunidade!

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Sobre Investimentos Inteligentes

Publicado em 22/ julho/ 2008

Há algumas semanas atrás fui prestigiado com uma cortesia de um livro fantástico. Era este Investimentos Inteligentes, da editora Thomas Nelson Brasil, escrito por Gustavo Cerbasi. Demorei para começar a lê-lo por conta de uns problemas de ordem pessoal, mas depois que comecei não consegui mais parar. Foi paixão à primeira lida - rs.

O autor

Depois que comecei a ler o livro, logo tratei de pesquisar sobre o autor. Após ler algumas matérias e entrevistas, ouvir alguns podcasts e assistir a alguns vídeos de suas palestras, cheguei à conclusão de que Gustavo Cerbasi é uma pessoa muito inteligente, com uma história de vida muito interessante e leva (e sugere) um estilo de vida muito agradável.

Gustavo é mestre em Administração/Finanças, já foi professor, tem experiência em empreendimentos próprios no exterior e se consagrou vendendo livros sobre educação e independência financeira.

O livro

O livro Investimentos Inteligentes tem como objetivo educar e conscientizar o leitor à conquistar e multiplicar o seu primeiro milhão. As tão buscadas educação e independência financeira são as bases de tudo. Para realizar bons investimentos, Cerbasi apresenta estratégias para multiplicar seu dinheiro de maneira inteligente e saudável, alertando das pedras que sempre aparecem pelo caminho e mostrando que é possível vencer os obstáculos e se tornar uma pessoa independente financeiramente. A linguagem usada no livro é de fácil entendimento e não demanda nenhum conhecimento técnico, por tanto, todo mundo pode ler sem nenhum problema de interpretação.

Dividido em duas partes, o livro começa enfocado na contextualização do leitor com o assunto nele tratado, onde Cerbasi nos faz entender que investir é multiplicar, além de nos alertar dos obstáculos, nos mostrar o que não devemos fazer, expõe algumas das qualidades de um bom investidor, dentre outras coisas. O que mais me chamou a atenção foi que o bem estar pessoal (saúde, prazeres e lazer) é o foco central de uma elevada qualidade das financeiras.

Na segunda parte do livro Cerbasi explora estratégias em variados tipos de investimentos, como renda fixa, ações, imóveis, dentre outros.

Conclusão

Hoje em dia as carreiras profissionais estão cada vez menores e a expectativa de vida cada vez maior, por esses motivos a independência financeira é tão importante para a vida de toda e qualquer pessoa, desde os que têm rendas familiares baixa, até aqueles que recebem uma pequena fortuna periodicamente. O livro Investimentos Inteligentes nos mostra que alcançar a tão sonhada independência financeira pode ser mais fácil do que você imagina. Com disciplina e qualidade de vida você pode ir longe com grande estilo.

Parabéns Gustavo Cerbasi pelo ótimo livro!

Lido, aprovado e recomendado!

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Alternativas de monetização dos blogs - Vida inteligente pós-Adsense [21-08-2007]

Publicado em 20/ julho/ 2008

Ano passado rolou o primeiro Blogosfera Brasileira em Debate, um esquenta para o BlogCamp SP 2007, organizado pelo Wagner Fontoura, autor do Boombust. Nesta época eu era autor de um blog chamado Pelejando, que foi palco de um dos debates. Por uma série de motivos eu deixei de postar no Pelejando e acabei criando o Sucesso!!. Para não perder o material do debate, resolvi migrá-lo para este blog. Quem ainda não conhecia, é uma ótima oportunidade de tomar conhecimento do debate e ficar ligado para o Blogosfera Brasileira em Debate 2008.

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O Pelejando tem a honra de apresentar, a convite do Wagner Fontoura - do Boombust - a quinta rodada da série “Blogosfera Brasileira em Debate“. O tema de hoje são as “Alternativas de monetização dos blogs - Vida inteligente pós-Adsense”; será colocado na roda pelos blogueiros Alexandre Inagaki, Cris Zimermann e Fábio Seixas, e terá um plus nos comentários do blogueiro Rafael Reinehr - nosso Rebatedor convidado. Então vamos ao que interessa…

“Quando fui convidado pelo Wagner para ser o rebatedor das perguntas e respostas talhadas pelos blogueiros Alexandre Inagaki, Cris Zimermann e Fábio Seixas, fiquei confuso. Alternativas de monetização dos blogs - Vida inteligente pós-Adsense. O que poderia eu, blogueiro sabidamente não-profissional comentar acerca desses temas? Resolvi perguntar ao Wagner. A resposta: imaginei alguém que pudesse trazer uma visão “holística” ao tema. Pois bem. Quanto ao adjetivo para caracterizar minhas críticas e análises, deixo para o leitor cunhar; vamos ao que interessa: as ótimas perguntas e respostas dessa mesa-redonda.”

Rafael Reinehr

Perguntas do Alexandre Inagaki:

1) Por que blogs, canais que atingem nichos específicos, possuem leitores fiéis e uma proximidade muito maior do que qualquer outro site, ainda não são procurados por grandes anunciantes, enquanto portais como o UOL cobram até R$ 225,00 por CPM?

Resposta de Cris Zimermann: O fator marketing é um deles. O marketing dos blogs é ruim. Estamos errando o foco. Ficamos muito tempo no mundo virtual, esquecendo-nos dos contatos offline. É assim que os grandes portais fazem dinheiro. Eles têm seus departamentos, com seus RPs indo e vindo e fechando contratos por metas ou rua. Depende do quanto você quer investir pra decolar seu blog, do capital de giro que está disposto a despender. Se continuar pensando no ‘grátis’, não pode exigir a qualidade. Por isso abordei a questão do ‘você está disposto a cobrar caro?’ (ver abaixo)

Resposta de Fábio Seixas: Acredito que os blogs ainda não acharam seu caminho no mercado publicitário pois são muito fragmentados. Em contra-partida, grandes portais se esforçam para concentrar conteúdo através de parcerias e centralizar a venda de publicidade, o que, convenhamos, facilita muito a vida das agências e anunciantes.

Comentário de Rafael Reinehr: O “niche blogging” ou a “blogagem de nicho” é uma tendência que está chegando de forma gradual mas provavelmente é a forma que mais agrada aos anunciantes. Afinal de contas eles vendem um produto específico e acreditam que anunciar para um público de um blog com conteúdo afim trará um retorno maior. Como exemplo prático: se um médico quiser deixar folders divulgando sua clínica, onde ele o fará? Em farmácias, outros consultórios médicos, laboratórios de análises clínicas ou em livrarias, casas noturnas e revendas de carros? Onde os folders terão maior chance de encontrar interessados em saúde e doença? A idéia de vendedores e contatos offline não pode ser desprezada, mas é algo para quem deseja alçar altos vôos. Outro aspecto a ressaltar é que os blogs necessitam sair da atitude passiva de aguardar por anunciantes e passar à atitude ativa: ir atrás dos mesmos, caso queiram realmente levar a sério a blogagem profissional. Faça seu media kit e apresente a possíveis anunciantes. Seu blog só tem 100 acessos por dia e não é dos de maior credibilidade? Trabalhe duro produzindo bom conteúdo, amplie sua networking e seja paciente. O momento certo chegará. Não esqueça da diversão pelo caminho!

2) O que falta para blogs darem esse pulo do gato e deixarem de ser o patinho feio da publicidade online, destinado a pegar apenas as rebarbas das verbas de marketing viral?

Resposta de Cris Zimermann: Falta elegermos um representante. No mais, uma pergunta/resposta complementa a outra.

Resposta de Fábio Seixas: Não acho que os blogs são vistos como patinhos feios. Acho que o mercado publicitário até os vê como uma boa opção, mas a fragmentação inviabiliza ou dificulta enormemente a execução e controle de campanhas em blogs.

Comentário de Rafael Reinehr: Alguns passos estão sendo dados, como a criação de fortes comunidades de blogueiros, networkings como o Via6, empresas para disseminação online de marketing viral como a Riot e, é claro, o trabalho de alguns blogueiros individuais pioneiros, que ajudarão quem vier depois com seu exemplo. O pulo do gato se daria quando um blogueiro fosse responsável pelo aumento significativo das vendas de uma empresa tradicional graças a uma campanha veiculada em seu blog. Até que isso aconteça, precisamos seguir a passos de gato, cautelosamente. Uma agência que intermediasse anúncios e anunciantes - que pelo cheiro já está sendo criada - também ajudará.

Perguntas da Cris Zimermann

1) Em sua opinião, o que é ser problogger? Você é problogger, gostaria de ser, conhece algum brasileiro(a) que realmente seja problogger? Problogger é falta de oportunidade para quem não tem profissão definida?

Resposta de Fábio Seixas: É ter como objetivo obter seu sustento da receita proveniente de blogs. Não sou, não pretendo ser e conheço quem diz ser. Problogger é mais uma oportunidade profissional, para quem tem ou não tem algo definido. O fato de ter uma profissão não extingue a oportunidade de ganhar dinheiro com blogs.

Resposta de Alexandre Inagaki: Problogger é um blogueiro que ganha dinheiro com seu blog, mas não necessariamente por intermédio de Google Adsense, Submarino ou Mercado Livre. Eu ganhei dinheiro conseguindo free-lancers em minha área (Jornalismo), através de contatos que angariei junto a revistas e jornais por intermédio do meu blog, que se tornou um portfolio online de minhas atividades. O Marco Aurélio (http://www.jesusmechicoteia.com.br), conseguiu seu emprego atual graças a um leitor do seu blog. O Cris Dias tem em seu blog o principal meio de tornar visível as atividades da Vilago, sua empresa de hospedagem de sites. A Bia Kunze obteve o patrocínio de uma grande operadora de celulares e tornou-se colunista de uma rádio graças ao Garota Sem Fio. A Juliana Sampaio e a Laura Guimarães, do Mothern, criaram um blog que se tornou livro e seriado de TV. Blogs patrocinados por marcas, como o Imagine Mp3 da Samsung (http://www.mp3samsung.com.br/blog), contrataram blogueiros conhecidos como Phelipe Cruz e Bruno Natal para a redação de seus posts. Ou seja, há maneiras e maneiras de se tornar um “problogger”, pois, não necessariamente por conta de remunerações oriundas de programas de afiliados. Um blog é uma ferramenta, como tantas outras, de expor aptidões profissionais e fazer networking. Creio, pois, que falar em “falta de oportunidade” é algo que expressa uma visão totalmente ultrapassada. O bom profissional é aquele que vislumbra possibilidades, não necessariamente na área em que se formou. Qualquer pessoa minimamente qualificada tem a capacidade de criar as suas próprias oportunidades e ser um empreendedor, seja ela um vendedor de cachorro-quente, um executivo formado em Harvard ou um blogueiro.

Comentário de Rafael Reinehr: A resposta do Alexandre me foi bastante satisfatória. Ser problogger é uma escolha que pode ser feita em diferentes níveis. Há quem considere problogger somente quem vive totalmente do seu(s) blog(s). Esses são ainda raros no país, mas aumentam cada vez mais nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Pessoalmente não considero probloggers aqueles que simplesmente colocam alguns anúncios do Adsense, Submarino, Livraria Cultura ou outros sistemas de parcerias para “ver quanto podem ganhar”. Esses são os legítimos madorbloggers”: nem sempre possuem um foco definido e, se não se contentarem com as migalhas que receberão, acabarão frustrados no fim da linha. Há espaço para todos mas, sem dúvida alguma, somente alguns sobressairão dentro de cada nicho escolhido.

2) O Adsense é relativamente fácil de conseguir. A inscrição é de graça, todo mundo sabe como usar a ferramenta. É por isso que é tão usado e divulgado no Brasil, enquanto no exterior não é nem nunca foi a melhor forma de remuneração de um blog?

Resposta de Fábio Seixas: Essa questão de intermediadores de publicidade (google ou qualquer outra rede) está ligada a inventário de espaço publicitário e aquisição de clientes. O Adsense funciona no Brasil pois existe inventário disponível e anunciantes. Acredito que não existem outras rede de sucesso no Brasil por falta de anunciante que prefere apostar nas mídias conhecidas.

Resposta de Alexandre Inagaki: O problema é que a Internet no Brasil ainda é muito incipiente. Não se popularizou. Além disso, escrevemos em um idioma que é praticamente um dialeto. Segundo o Technorati, apenas 2% de todos os blogs criados no mundo são em português. Resultado de tudo isso: as possibilidades de monetarização de blogs no Brasil são muito limitadas. Não temos audiência caudalosa, a ponto de despertar a atenção do mercado publicitário. E há um outro problema aí: não há união entre os blogueiros brasileiros. Existem várias iniciativas individuais bem-sucedidas, mas poucas redes de blogs como as americanas Weblogs.Inc e Gawker ou a mexicana Hipertextual, ou uma agência que faça a intermediação entre blogueiros e anunciantes, como a Blogads. Exércitos de um homem só terão o triplo de trabalho para se fazerem conhecer por agências de publicidade.

Comentário de Rafael Reinehr: O Adsense funciona bem onde existem anunciantes dispostos a investir na idéia, onde a cultura locar de anúncios baratos e impressos em quantidade é vista como algo positivo. Todos sabemos, e isso explica em parte também a pergunta do Inagaki sobre o porquê do UOL ser capaz de cobrar os valores que pratica: quantidade. A impressão do anunciante de que quantas mais vezes seu anúncio for clicado maiores serão as vendas existe e é difícil de reverter. Trazendo novamente a analogia para o mundo médico, os pacientes ficam impressionados com longos meses de espera para uma consulta, um valor alto de consulta e um consultório lotado de pessoas esperando. Tudo isso faz parecer que QUALIDADE do atendimento médico seja superior, quando nem sempre o é. Certamente, alguns blogueiros, com um post bem redigido, venderiam mais produtos do que mil cliques em um banner.

3) Nosso grupo reúne 3 perfis distintos, apesar de todos sermos empresários. O Fabio não usa Adsense. O Alexandre só tem um banner dos anúncios do Google no rodapé do Pensar Enlouquece. A Cris tem anúncios por todo lado, tanto do Google quanto de outros programas e alguns patrocinadores internacionais. Como fazemos dinheiro com nossos blogs? De que maneira? Direta ou indiretamente? Qual o marketing que cada um está usando e focado em qual objetivo?

Resposta de Fábio Seixas: Na verdade eu até uso adsense. Mas é tão discreto que eu mesmo nem vejo. As vezes eu tiro, as vezes eu coloco. Pra mim o retorno do blog é indireto. Vem em forma de novos contatos, network, criação de reputação. Meu marketing é criar conteúdo interessante.

Resposta de Alexandre Inagaki: Creio que respondi parcialmente à sua pergunta em minha primeira resposta. Mas, como complemento, posso falar da minha experiência como criador, ao lado do Edney Souza, do Interney Blogs. Digamos que eu seja o gerente de conteúdo, enquanto o Edney é o gerente de tecnologia do IB. Na primeira fase do portal, reunimos 21 blogs, selecionados pela qualidade de conteúdo, congregando blogs conhecidos, como Uma Dama Não Comenta, Marmota Mais dos Mesmos e Ao Mirante Nelson, e outros produzidos por jornalistas como Chico Fireman, Ricardo Schott e Alexandre Carvalho dos Santos. Todos os blogs publicam posts que são divididos por categorias, produzindo as seções do Interney Blogs que possuem anúncios do Google Adsense, Mercado Livre e Buscapé. Os rendimentos obtidos são divididos entre todos os blogueiros, em valores proporcionais à audiência de cada um. Na segunda fase, que entra no ar em setembro, teremos mais blogs (deveremos chegar a mais de 50). Investiremos a fundo no “long tail”, hospedando blogs dedicados a nichos de mercado como gadgets, animais de estimação, games, carros, crafts. Também teremos um novo layout, e investiremos mais a fundo na prospecção de anunciantes diretos, tanto para o nosso portal quanto para os nossos blogs especializados.

Comentário de Rafael Reinehr: O Internety Blogs, apesar de formar tardiamente um condomínio de blogueiros, iniciativa já antiga no Blogverso, foi o precursor de maior repercussão no Blogverso brasileiro no que diz respeito à monetização voltada para seus condôminos. Apesar de os ganhos auferidos não representarem somas que permitam a todos abandonar seus empregos para se tornarem blogueiros em tempo integral, o antigo sonho de blogar e ser remunerado já é uma realidade por lá e em vários outros sites e blogs. A percepção de que não é somente dos anúncios mas também através da reputação criada, conteúdo apresentado, contatos profissionais gerados, artigos sob demanda, utilização do novíssimo Skype Prime e tantas outras fontes possíveis de renda unidos que se poderá gerar renda significativa através de um blog. Quanto mais e melhor o blogueiro se utilizar destas diferentes mas complementares formas de gerar renda, maiores são as chances dele atingir suas metas financeiras.

4) Seu blog pratica ação de atitude? O que você acha de anúncios de rede ainda inéditos no Brasil enquanto campanha, mas já praticados pelo Virtual Entrepreneur e, talvez, uma carta que nas mangas no Ney?

Resposta de Fábio Seixas: Juro que não compreendi essa pergunta.

Resposta de Alexandre Inagaki: “Ação de atitude”? Isso me parece ser uma expressão redundante. Confesso que não entendi o que você quer dizer com a pergunta, Cris. Sobre anúncios de rede, creio que falta ainda um site no Brasil, similar ao Blogads, capaz de se tornar o departamento de marketing imprescindível para blogueiros sem tempo ou contatos junto a anunciantes potenciais. Por enquanto, o que há são tentativas que considero serem ainda tímidas, como o Afilio.

Comentário de Rafael Reinehr: Com ação de atitude, a Cris quis se referir a ações voltadas ao estímulo da produção cultural, atividades com foco em responsabilidade social, desenvolvimento sustentável, solidariedade. Existem neste momento em desenvolvimento projetos voltados para este sentido, verdadeiros portais culturais, sendo mais do que portais de blogs, como [http://opensadorselvagem.org/] O Pensador Selvagem, por exemplo. A possível vantagem de tal abordagem seria a possibilidade de incluir tais portais em projetos de Lei de Incentivo à Cultura, desde que a proposta definitivamente se volte ao estímulo dos quesitos apresentados anteriormente.

5) Você tem coragem de cobrar caro?

Resposta de Fábio Seixas: Caro é relativo. Penso no valor justo. Mas mesmo o justo pode ser muito caro. Depende do que você tem a oferecer.

Resposta de Alexandre Inagaki: Tenho o bom senso de cobrar um preço justo, tendo em vista os números de acesso do meu blog e a repercussão alcançada por meus posts junto aos leitores do Pensar Enlouquece. Obviamente não tenho como cobrar os valores que um Kibe Loco, com seus 200 mil visitantes diários, pode cobrar. Mas tenho consciência de que possuo um certo alcance como formador de opiniões. É preciso sempre levar em consideração esses dois fatores na hora de estipular preços, a fim de não perder anunciantes, até porque o mercado publicitário ainda está começando a despertar para a capacidade que blogs possuem de reverberarem idéias e opiniões, e precisa ser “educado” a fim de compreender as peculiaridades e idiossincrasias da blogosfera.

Comentário de Rafael Reinehr: Todos buscam um preço “justo”. Mas qual é a fórmula para encontrar este número mágico? Como disse o Fábio, o justo (pelo que se tem a oferecer) pode se tornar muito caro. Depois de dez anos de estudo, especialização e aperfeiçoamento fora do Brasil, pode-se querer cobrar um valor Z pelo produto ou serviço que temos a oferecer. Acontece que são poucos aqueles que tem capacidade de pagar Z. Se sua meta for realmente ganhar Z, é preciso um esforço significativo para convencer o anunciante de que você vale Z. Do contrário, pense em reduzir o valor para W ou Y. Isso lhe garantirá mais anunciantes, sem dúvida. Nunca podemos esquecer que, a cada vez que reduzimos o preço de algo que oferecemos, estamos reduzindo também seu valor. Quando oferecemos um serviço ou um blog e aceitamos reduzir o preço deste serviço ou do anúncio no blog estamos também, necessariamente reduzindo aquilo que valemos. Por isso, o melhor é agregar valor àquilo que estamos oferecendo para podermos cobrar o preço que achamos merecer.

6) Existe sim e muita vida antes, durante e depois de Adsense. Qual sua melhor sugestão?

Resposta de Fábio Seixas: Patrocínio e resenhas pagas.

Resposta de Alexandre Inagaki: Se um blogueiro deseja atrair anunciantes interessados em adquirir banners ou encomendar resenhas pagas, necessita criar o quanto antes seu “mídia kit”, um documento que mostre ao mercado qual o perfil de seus leitores (idade, renda mensal, localização geográfica, formação escolar) e quais são os formatos publicitários disponíveis em seu blog. Para tanto, é fundamental que ele faça um questionário junto a seus leitores, para angariar esses dados. E também necessitará instalar o Google Analytics ou outra ferramenta confiável de mensuração de estatísticas, a fim de poder mostrar qual é a audiência de seu blog. A partir daí será possível correr atrás de possíveis anunciantes, focando em especial aqueles que já anunciam na Internet e têm familiaridade com a publicidade online.

Comentário de Rafael Reinehr: Além das sugestões do Fábio e do Alexandre, gostaria de citar a criação de novas e fortes comunidades de blogueiros, o aproveitamento de nichos ainda pouco explorados (pesquise, eles existem!), a formação de equipes coesas de reforço mútuo e a oferta ativa de espaços publicitários tanto através da Internet como através de visitas pessoais a empresas locais, da região em que cada um vive. A manutenção de um site ou portal de uma cidade já é um meio muito utilizado para gerar renda por algumas pessoas, mas isso foge um pouco do foco de debate.


Perguntas de Fábio Seixas

1) Seriam os blogs o pote de ouro no final do arco-íris? É percepção comum de que muitos pensam que podem ganhar muito dinheiro com blogs, mas descobrem que não existe pote de ouro e que na verdade existem moedas espalhadas pelo caminho e ganha dinheiro quem melhor sabe procurá-las?

Resposta de Cris Zimermann: Num primeiro momento, os blogs parecem ser sim, o jackpot. A sensação de que se pode ser aceito pela comunidade, que teus @migos irão te ajudar etc incentiva, além é claro, da falta de opção para geração de renda fora da web que mencionei em minhas perguntas anteriores. As moedinhas estão sim espalhadas pelo caminho, mas não acredito que seja apenas uma questão de saber procurá-las. A questão é mais complexa, envolve muito trabalho, dedicação, constância etc. Esses fatores aliados ao fator ‘sorte’ podem fazer toda a diferença.

Resposta de Alexandre Inagaki: Antes de mais nada, creio que o blogueiro iniciante que imaginar que encontrará um pote de ouro em meio ao oceano da Internet já começaria suas atividades com o pé esquerdo. Ganhar dinheiro é conseqüência, não deve ser encarado como o objetivo final de um blog. Um blogueiro precisa se preocupar em, primeiro, produzir conteúdo inédito, interessante e relevante. Se for publicar posts só para caçar pára-quedistas, nunca terá visitantes fiéis, PageRank relevante, links em blogs mais conhecidos e visitados. Amelhará uma e outra moeda, insuficiente para motivá-lo a permanecer blogando, e depois abandonará atividades desiludido da silva.

Comentário de Rafael Reinehr: Caminhar sempre em direção a uma meta estabelecida e admirar o arco-íris durante o caminho são os segredos para chegar ao pote de ouro. O pote de ouro nesse caso, não é necessariamente a tão desejada independência financeira mas algo mais: a percepção de que se está vivendo de acordo com a essência de cada um, o mais próximo que se pode chegar da felicidade. O que quero, afinal, dizer com isso: faça seu blog com prazer, com tesão, com paixão. Se as moedas que procuras não estiverem no caminho que você escolheu, pelo menos a frustração não terá lugar na sua vida. Seja exigente com suas metas, mas saiba analisar a realidade que te rodeia. Isso é um processo. Aprenda com quem já está na estrada há mais tempo. Utilize os exemplos de sucesso mas não se restrinja a eles. Tente criar novos caminhos, explore-os e divulgue-os. As possibilidades são quase infinitas.

2) Para mim, blogs monetizados são empresas. E como em qualquer empresa, as chances e sucesso são contras. Dizem que um empresário “quebra” entre 4 a 6 empresas antes de conseguir construir uma empresa de sucesso. Isso vale para blogs? Ou a blogosfera é menor cruel e é permissiva com blogs mal-sucedidos, monetariamente falando?

Resposta de Cris Zimermann: Ainda não vejo os blogs como empresas aqui no Brasil. Todos os blogs brasileiros que tenho são monetizados e são blogs de nichos distintos, mas representam apenas uma extensão de meus negócios particulares. Os blogs do Brasil ainda não investem em marketing como deveriam, ou seja, praticam apenas a receita sem deduzir as despesas.

Resposta de Alexandre Inagaki: Um lado positivo de blogs é o fato de que o capital inicial necessário para sua criação é ínfimo. Possibilita experimentações com diversas variedades de monetização sem grandes prejuízos, até que o blogueiro possa encontrar um bom nicho de mercado e um público fiel, fatores capitais para que ele possa alçar maiores vôos.

Comentário de Rafael Reinehr: As chances são contra, mas o investimento e o risco são pequenos. Isso torna possível a qualquer um experimentar as possibilidades da monetização. O que se percebe, entretanto, desde que essa onda de monetizar blogs se tornou a tônica é que os muitos blogueiros passaram a evitar linkar blogs “concorrentes” em suas postagens para evitar gerar tráfego para o site de “corporações” concorrentes. Logo, percebe-se o fechamento de alguns grupos que, com o estudo de ferramentas como SEO, Page Rank e rankings como Technorati e o próprio BlogBlogs acabam por produzir um referenciamento intrínseco - benéfico aos negócios. Seria esta uma forma de “quebrar” a iniciativa dos pequenos? Acredito que não. A despeito destes acontecimentos que rodam atrás do palco principal, precisamos mesmo é nos preocupar com nossas próprias estratégias para sobrepujar estas “chances contra” às quais o Fábio se referiu.

3) Blogs podem mudar a economia do mercado de internet nacional? Como?

Resposta de Cris Zimermann: Absolutamente. Por quê você acha que o Governo requer dados mais específicos quando se registra um domínio ‘.com.br’? Mas os blogs precisam ser melhor representados para isso, melhorando suas imagens de produtos ‘grátis’, investindo em marketing e branding, por exemplo. E tudo isso não surge do nada, do dia para a noite. Você precisa ter algo a apresentar, um produto sólido desde o começo. Até pela velocidade como as coisas acontecem na rede, os leitores não são bobos, podem até constatar as mudanças praticadas, mas vão lembrar sempre da precariedade de outrora.

Resposta de Alexandre Inagaki: Penso que a Internet no Brasil ainda é muito incipiente. Apenas cerca de 20% da população brasileira acessa a rede regularmente. Além disso, as verbas publicitárias destinadas à Internet em média não passam de 10% do orçamento total de uma campanha. É óbvio que, a médio/longo prazo, essas condições mudarão, mas, por enquanto, parafraseando João Cabral, nossa parte nesse latifúndio (que nem é dos maiores) é tão ínfima que julgo ser precipitado pensar em mudanças no mercado da Internet brasileira. Elas ocorrerão paulatinamente e num ritmo crescente, mas muito pausado ainda.

Comentário de Rafael Reinehr: Quando percebo que o Blogverso teve seu início ainda nesta década, e o acompanho desde 2003, em menos de 5 anos passamos por várias pequenas revoluções e evoluções na forma de pensar a internet. Da mesma forma com que tudo isso aconteceu em velocidade estratosférica, também acredito que em mais 5 anos o perfil do que consideramos o Blogverso estará totalmente transformado. Não pretendo profetizar, mas a olhos vistos as mudanças estão acontecendo num ritmo louco e não falta muito para os Blogs passarem a ser utilizados de forma mais intensa como forma de propaganda. O próprio programa “Computador Para Todos” está ajudando a mudar a realidade da população brasileira. Experiências como WiMax, o desenvolvimento de redes de banda realmente larga farão baratear o acesso básico à internet, aumentando assim o público consumidor de produtos através da internet em detrimento ao rádio, jornal e televisão. Isso tudo acontece de forma dinâmica e rápida. Seguimos acompanhando.

4) Blogs cujo objetivo é atingir o lucro são piores que blogs lucrativos mas cujo objetivo é o prazer de deliberar opiniões?

Resposta de Cris Zimermann: Se o objetivo de um blog for verdadeiramente o lucro, desde seu lançamento, ele vai cuidar para não ‘deliberar’ opiniões pessoais, vai falar pouco sobre si e mais de seu produto, mesmo que use de toda linguagem velada e tendenciosa como bem o faz a grande e velha mídia. Já os blogs que sentem prazer em deliberar opiniões, estes me cansam mais do que os de objetivo focado. É uma questão de gosto, como ter um inimigo declarado ou um que te ataca pelas costas. Mas o grande barato dos blogs é o fato de se juntarem em comunidades. Se você só usa roupa de marca, dificilmente vou encontrá-lo numa liquidação de 1,99.

Resposta de Alexandre Inagaki: A força e a relevância de um blog estará sempre em seu conteúdo. Se um blog é criado com a função de atingir lucro, mas se limitar a apresentar posts regurgitados de notas de outros blogs, textos de portais e press-releases, jamais conseguirá sair do lugar comum e da mediocridade. Não será levado a sério por agências de publicidade e possíveis anunciantes, e tampouco pela blogosfera.

Comentário de Rafael Reinehr: o que realmente interessa em um blog para os seres humanos é o conteúdo. Ponto final. Como estamos falando de consumidores e não de seres humanos (perceba a diferença), tanto faz se seu blog é feito objetivando lucro ou deliberando opiniões pessoais. Na grande maioria dos casos, os blogs tem sua maioria de visitantes oriundos de ferramentas de busca, sendo que a principal fonte de visitantes no Brasil é o Google. Quem vai gerar a renda que o Google lhe paga é o próprio Google. É uma espécie de moto perpetuo virtual. Se o seu objetivo é ganhar uns trocados com o AdSense, tanto faz como tanto fez se você é um glutão roubador de textos ou um original e criativo blogueiro. Os cliques vão surgir da mesma forma, tanto nos banners do AdSense como do Mercado Livre ou do Buscapé. Você estará lidando com CONSUMIDORES. É claro que você pode otimizar seus ganhos produzindo uma resenha sobre um novo produto e colocar anúncios afins perto da referida resenha. Agora, se o seu objetivo é lidar com SERES HUMANOS, é bom você começar a produzir conteúdo original, como o [http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/] Milton Ribeiro, que tem mais de 70% das visitas diárias vindas de outros blogs ou de visitantes recorrentes. Há quem prefira o segundo tipo de blog, mais pessoal e humano. Quando vai comprar um produto, costuma ir direto ao site do fabricante para verificar as especificações do mesmo e comparar com as especificações de outros produtos que já estão na lista de coisas a adquirir. Dificilmente cede a um anúncio e faz uma compra por impulso. Não é aquele consumidor que dá lucro às empresas anunciantes na internet na forma de banners e adsenses. Esse é o leitor que o Blod pode cooptar. É o leitor HUMANO, que busca a opinião de alguém em quem confia. É para este leitor que Inagakis, Cris’es e Fábios devem falar (e falam). Se o seu blog é assim ou assado, não importa: faça uma auto-avaliação freqüente depois de tudo que você continuamente está a aprender e, se julgar necessário, não tenha medo em mudar de rumo. A recompensa maior será sua felicidade.

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Educação Sebrae - O que é?

Publicado em 19/ julho/ 2008

Eu e meu parceiro de blog Vinícius ( meu amado também -rs) estávamos participando do desafio Sebrae e na época foi pura empolgação. Começamos a montar a empresa e quando fomos enviar o arquivo deu  vários erros e no final perdemos a data da entrega da tarefa. Ou seja, fomos desclassificados. A Equipe Ganesh ficou desapontada, pois todos estavam super empolgados, cheios de idéias, mas não teve jeito, ficou pro ano que vem. Então hoje estava conversando com uma amiga que está participando do Desafio Sebrae e no meio da conversa, ela me contando sobre as novidades do desafio, me disse sobre um curso on-line que o Sebrae disponibiliza, totalmente gratuito. Fiquei super curiosa com toda a propaganda que ela havia me contado e resolvi entrar no site do Sebrae para me informar melhor.

No endereço http://educacao.sebrae.com.br/ encontrei cinco cursos disponíveis no momento, dentre eles:

1. Iniciando um Pequeno Grande Negócio;

2. Aprender a Empreender;

3. Como vender mais e melhor;

4. Análise e Planejamento Financeiro;

5. D’olho na qualidade.

Me inscrevi no “Aprender a Emprender”, porque só pode se inscrever em um curso de cada vez. O Vinícius se inscreveu no “Análise e Planejamento Financeiro” e então vamos fazer os cursos juntos, assim vantagem para os dois-rs. Ao se matricular você escolhe o turno do curso e se você quer dia de semana ou fim de semana, assim fica mais fácil para os “sem tempo”. Outra novidade é que, ao concluir um curso, você ganha um certificado do mesmo, ou seja, você será reconhecido sobre o que estudou.

O site do Sebrae ainda conta com uma biblioteca virtual, onde os alunos têm acesso à materiais complementares ao curso, como vídeos, links interessantes, dicas, entre outros. Há também um fórum, onde os alunos podem tirar suas dúvidas e interagirem entre si. Enfim, há diversos recursos para que você possa aprender e usufruir do curso.

“Nas palavras do sebrae, os cursos pela Internet fazem parte da estratágia de Educação SEBRAE, que tem como propósito o desenvolvimento de competências que atendam às necessidades da sociedade e da formação do empreendedor. A partir de uma concepção integrada de educação, o SEBRAE conceitua competência como a faculdade de mobilizar conhecimentos/saberes, atitudes e habilidades/procedimentos para um desempenho satisfatório em diferentes situações de vida: pessoais, profissionais ou sociais”. (SEBRAE, 2006)

Estaremos (eu e o Vinícius) informando sobre nossas experiências com os cursos e recursos que utilizaremos por lá. Não deixem de conferir também!

Até a próxima!

Mariana Rodrigues tem 19 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como desenvolvimento sustentável e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Independência ou Morte!

Publicado em 18/ julho/ 2008

Ontem, minha amiga Samantha me indicou uma palestra ministrada pelo escritor, trainer em Programação Neurolingüística, diretor do Instituto Ricardo Melo, com reconhecimento internacional da ONU e especialista em Coaching de executivos, Ricardo Melo. Tal palestra tinha como objetivo a abertura do curso “Independência Financeira - Faça Seu Dinheiro Trabalhar para Você“. Não esperava muito de uma palestra que tinha como rótulo “propaganda” de um curso, mas como foi indicação de uma amiga, acabei indo e levando meu pai de companhia. Contrariando minhas espectativas, a palestra foi muito produtiva e acabei me surpreendendo.

Algumas questões que foram levantadas me fizeram refletir demais sobre minha independência financeira. Três perguntas básicas foram feitas:

O que é Independência Financeira?

Quanto é o suficiente para sua Independência Financeira?

Quanto você precisa para usufruir de uma vida boa?

Mas teve uma pergunta que me chamou mais a atenção e foi a que mais me fez refletir:

O que o dinheiro representa para você?

Perguntas inteligentes que fazem agente pensar sobre nosso futuro, sobre nossos planos de vida, sobre nossos comportamentos cotidianos valem a pena serem discutidas. Decidi, então, discutir as questão citada anteriormente, uma a uma nos próximos posts.

Gostaria de agradecer o convite da Sam, a companhia do meu amado pai. Gostaria de parabenizar o Ricardo Melo e sua equipe pelo belíssimo trabalho que realizam.

Grande abraço!

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Orkutrevista sobre investimentos com Gustavo Cerbasi [Parte 1]

Publicado em 15/ julho/ 2008

No último dia 07 (segunda-feira) aconteceu uma entrevista diferente na comunidade do Orkut da editora Thomas Nelson Brasil, tendo como protagonista ninguém menos que Gustavo Cerbasi, autor de livros como “Casais inteligentes enriquecem juntos”. Foi esta uma Orkutrevista, onde usuários do Orkut faziam suas perguntas sobre investimentos para que Gustavo pudesse responder.

As perguntas que surgiram foram, no geral, muito interessantes, e as respostas foram brilhantes. Resolvi, então, fazer um apanhado geral do que rolou, colocando aqui perguntas e respostas. Vamos a elas:

Pergunta de Bob Hawk

Ao conseguir seu primeiro milhão, qual foi a sensação e o que mudou nos objetivos da sua vida, com relação a amizades, parentes, família?

Gustavo Cerbasi

A resposta é mais simples do que você imagina. Meu objetivo não era ter 1 milhão. Meu objetivo era ter minha independência financeira. No momento eu já sabia quanto custaria minha vida numa cidade como São Paulo. Então foi perseguindo uma reserva financeira de 5 a 6 mil reais por más que eu cheguei a conclusão de que 1 milhão de reais seria suficiente. Enquanto muitos acham que o primeiro milhão significa ficar rico, para mim o primeiro milhão significava apenas o suficiente.

Pergunta de Andrews Nobre

Como manter a vontade e dedicação e, pior, fazer com que sua família não ache você um doido que só pensa em dinheiro, visto que, conforme você diz em seus livros, não deixo de ajudar e gastar e dar valores a família e amigos em 1º lugar?

Gustavo Cerbasi

Não acredito que o primeiro milhão seja utopia, mas sim uma necessidade. As pessoas vêem um valor desse como uma espécie de prêmio, que só é possível através de loteria… Mas, se você fizer as contas, verá que a maioria das pessoas só estar? bem no futuro se tiver uma boa quantia de onde tirar renda. Quem acredita que isso é inviável, está perpetuando um ciclo de dependência que só aumenta o poder de poucos.

Pergunta de Eduardo Rudge

No livro “Investimentos inteligentes” você aconselha os pequenos e novos investidores a focarem suas carteiras de investimento em uma ou duas alternativas no máximo. Pelo menos até se chegar aos R$50 mil. Como comecei agora, resolvi apostar de maneira arrojada, grande parte das minhas reservas no fundo de ações da Vale e da Petrobras. Você acha que daqui a um ano terei uma boa rentabilidade com essas ações? O que você me recomendaria?

Gustavo Cerbasi

Para quem tem Petro, Vale e outras ações, o momento não é de pensar em ficar ou sair, mas sim de saber quando investir mais, para compensar mais rapidamente eventuais perdas das últimas semanas. Quem seguiu uma estratégia sólida, tem tanto ações quanto renda fixa, e está tendo na renda fixa uma boa compensação pela queda na renda variável, essa estratégia não deve ser mudada.

Pergunta de Priscila Cacicedo

Estou querendo comprar um apartamento. Eu daria uma entrada (entre 30 e 40% do valor) e financiaria o resto. Algumas pessoas falam que vale a pena investir o dinheiro e morar de aluguel… mas acho que neste caso seria bom se eu tivesse uma boa quantia para investir (como o equivalente a 100% de um imóvel).
Qual a sua opinião sobre financiamento imobiliário?

Gustavo Cerbasi

Não sou contra a compra da casa própria, mas sim contra a compra antes da hora. Se você tem condições de dar 40% do valor do imóvel de entrada, provavelmente fará bom negócio se comprar algo no lançamento, pagar as prestações da construtora até a entrega das chaves e, mesmo que não consiga quitar o imóvel nas chaves, poder? revender “o que já pagou” com uns 25 a 30% de lucro, fazendo desse um bom investimento. Se decidir morar no imóvel, não terá o efeito multiplicador do lucro.

Pergunta de Maurício M. Barros

Como uma pessoa de classe mídia ou até mesmo pobre, no Brasil, conseguiria chegar é tão sonhada Independência financeira? Gostaria que você falasse também da importância de investir em conhecimento, o quanto investir e como?

Gustavo Cerbasi

Acredito que qualquer pessoa pode chegar é independência financeira, mesmo entre a população de classe D (a classe E mal consegue se alimentar). Independência financeira não é ter um milhão, mas sim assegurar que você pode manter sua vida até o final dela. Se todos pensassem em guardar ao menos 10% de sua renda (na verdade, se pensassem em gastar não mais do que 90% do que ganham), estariam criando uma reserva suficiente para isso. Na verdade, esse trabalho é até menos complicado para quem ganha menos, pois trata-se de um público que não precisará fazer muita coisa para garantir um salário mínimo do INSS. Quem hoje vive com dois salários, por exemplo, teria que poupar menos do que quem vive com trás ou quatro para ter o mesmo padrão de vida no futuro.

Obs: Vale ressaltar que algumas das perguntas e respostas foram devidamente corrigidas (coisas como correções gramaticais, redundâncias, etc) para melhor entendimento do leitor.

Leia a [Parte 2] e a [Parte 3] das perguntas e respostas desta que foi a primeira Orkutrevista do Brasil.

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Orkutrevista sobre investimentos com Gustavo Cerbasi [Parte 2]

Publicado em 15/ julho/ 2008

Continuando com a Orkutrevista realizada com o autor de livros sobre educação financeira e investimentos, Gustavo Cerbasi.

Pergunta de Julia Costa

Os bancos costumam oferecer mil opções para quem está querendo guardar dinheiro e fazê-lo render. Mas eu e meu marido sempre ficamos com medo de “cair na conversa” deles e investir em um lugar que não vai nos oferecer tantas vantagens quanto é dito na propaganda. O que devemos levar em consideração na hora de avaliar cada uma das formas de investimento? Há alguma outra forma de investimento melhor do que a que os bancos oferecem? A quantia não costuma ser grande, é somente o que “resta” das economias mensais.

Gustavo Cerbasi

Acreditem, os bancos oferecem informações confiáveis. O problema está no excesso de alternativas e na falta de conhecimento da maioria dos clientes, o que faz com que o padrão de atendimento caia para o nível do conhecimento da maioria. A solução: pergunte, pergunte e pergunte. Quando estiver satisfeita, pergunte as mesmas coisas a um banco concorrente. Além disso, pesquise sempre na Internet. Obviamente, não deixe de consultar com atenção o novo “Investimentos Inteligentes”: dediquei-me bastante a esse trabalho, e o que você lerá é um conjunto de estratégias bastante simples e eficientes.

Pergunta de João Garcia

Com tanta oferta de crédito para compra de bens de qualquer tipo no mercado atualmente, o país corre o risco de falir?

Gustavo Cerbasi

O crédito fácil não quebrará o país, mas sim garantirá maior bem-estar. As pessoas ainda vêem o crédito como um problema, mas o problema está no excesso de juros pagos. Em outras palavras, o problema está em tomar crédito sem necessidade ou sem conhecimento. Sinceramente, seria fantástico se o volume de crédito no Brasil quadruplicasse.

Pergunta de Pedro Porto

A poupança ainda é um bom investimento no Brasil? Ou quem coloca dinheiro na caderneta está perdendo até da inflação?

Gustavo Cerbasi

Poupança não é investimento, e também não perde da inflação. O que está acontecendo agora é a exceção, e não a regra. A poupança ainda é uma das melhores alternativas para acumular caixa para um consumo próximo e de pequeno valor. Porém, com a alta da inflação e dos juros, os fundos de renda fixa passarão a superar novamente seu desempenho, e esses passarão a ser a melhor alternativa de curto e médio prazos.

Pergunta de Júlio Cezar

É sabido que a organização financeira é o primeiro passo para que se possa ter condições de começar a planejar e investir o dinheiro. Qual dica você daria para as pessoas que desejam começar esta organização, e qual a visão em relação aos gastos que elas devem ter após terem as suas finanças organizadas?

Gustavo Cerbasi

O começo de um planejamento para seu enriquecimento deve ser marcado pela simplicidade e por movimentos simples. Comece colocando as contas na ponta do lápis, mas não perca muito tempo com isso (guarde os comprovantes, e faça a lição de casa no final do mês). Faça as contas e saiba o que você pode fazer e durante quanto tempo. E dedique a maior parte de seu pouco tempo destinado a sua riqueza para aprender. As boas dicas para investir e prosperar estão por todo lado, nos jornais, rádio, tv e internet. Mas a maioria das pessoas ainda não aproveitam.

Várias pessoas perguntaram quanto guardar por mês. Sugiro a todos que utilizem as calculadoras que disponibilizo em meu site (gratuitamente): http://www.maisdinheiro.com.br/simuladores.php . Os simuladores de aposentadoria e de poupança são fáceis de usar e responderão a essas dúvidas.

Pergunta de Felipe Nunes Mourão

Meu primeiro empreendimento é uma rede de sites de alta qualidade, o primeiro site está saindo do forno e já é líder no quesito que ele compete. Minha pergunta é: Como posso me preparar para para o futuro? Com o dinheiro que eu receber dos sites, onde devo aplicar para ter excelentes frutos?

Gustavo Cerbasi

O melhor lugar para investir os lucros de suas empresas é na melhoria das próprias empresas. Afinal, foi nesse investimento que vocês confiaram para criar riquezas. Invistam em marketing, qualificação de funcionários, melhoria dos serviços e produtos, enfim, dêem musculatura ao negócio. Na prática, ao fazer isso, vocês estão criando aquele desejável efeito dos juros sobre juros, ou reinvestimento, que há pouco eu disse ser o ingrediente fundamental para o enriquecimento.

Pergunta de Fafá Mello

Sou casada em comunhão de bens mas estou comprando um apartamento. O dinheiro é todo meu. Como faço para não ter que dividir com meu atual marido?

Gustavo Cerbasi

Se você é casada em comunhão universal de bens, não existe mais a figura de “seu dinheiro” e “dinheiro dele”. Tudo é dos dois. Se o regime é de comunhão parcial, e o dinheiro vem do que você tinha antes do casamento, é só questão de guardar os documentos do resgate do seu investimento e da compra do apartamento na mesma época. Em caso de divórcio (torço para não acontecer isso), o advogado saberá separar o que é de cada um.

Obs: Vale ressaltar que algumas das perguntas e respostas foram devidamente corrigidas (coisas como correções gramaticais, redundâncias, etc) para melhor entendimento do leitor.

Leia a [Parte 1] e a [parte 3] das perguntas e respostas desta que foi a primeira Orkutrevista do Brasil.

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Orkutrevista sobre investimentos com Gustavo Cerbasi [Parte 3]

Publicado em 15/ julho/ 2008

Continuando com a Orkutrevista realizada com o autor de livros sobre educação financeira e investimentos, Gustavo Cerbasi.

Pergunta de Julia Vasconcelos

Com pouco dinheiro, qual a melhor maneira para investir?

Gustavo Cerbasi

É possível investir com pouco sim. O investimento com a melhor relação custo-benefício é um plano de previdência privada, mas você terá que contar com o tempo para colher seus frutos. Porém, independentemente do quanto você tem, você pode começar a fazer pequenos negócios (compra e venda). O segredo do investimento está no reinvestimento do que você lucra, e não em onde você investe. Como escrevo no “Investimentos Inteligentes”, o melhor investimento é aquele com o qual você se sinta bem em aprender com ele.

Pergunta de André Silva

Pensando sobre investimentos, nos deparamos com uma penca de opções deles. Cada um se adéqua em uma área especial, porém todos eles dão a impressão de ser rentáveis. Diante disso Gustavo, você pode me responder que tipo de investimento podemos fazer para conseguir aumentarmos nossas rendas mensais e quais os melhores meios para adquirir um patrimônio ganhando um salário razoável de aproximadamente R$4.000?

Gustavo Cerbasi

Ponto de vista extremamente real: todo investimento parece ser bom. E é isso mesmo. Não faltam bons investimentos no Brasil. É justamente o excesso de alternativas que nos deixa confusos, com a sensação de que estamos sempre com algo um pouquinho pior do que a melhor alternativa. A solução? Mergulhe de cabeça naquele investimento que lhe agrada mais - é nele que você ganhar? dinheiro.

Pergunta de Thássius V.

Tenho 19 anos e já penso na minha aposentadoria (daqui a muitos e muitos anos, espero). Qual seu conselho para come?ar a poupar desde já? Meu receio é de que, até eu chegar aos 70 anos, a previdência “pública” brasileira já tenha falido.

Gustavo Cerbasi

A previdência pública no Brasil não vai quebrar, mas também não vai prestar (principalmente para quem enriquecer). Já a previdência privada tende a ser um dos investimentos que mais crescerão nos próximos anos. Os motivos: todos podemos deixar de pagar algum tipo de imposto de renda, e está aí o grande diferencial dos PGBLs e VGBLs. Os planos de previdncia sempre renderão menos do que fundos similares, mas não pagar imposto depois de 10, 20, 30 anos de lucros é uma enormidade em termos de resultado. Minha sugestão é que todos procurem ter uma boa fatia de sua renda fixa concentrada em planos de previdência, e que sejam mais arrojados no restante dos investimentos.

DETALHE IMPORTANTE: a previdência privada não quebra mais, como aconteceu no passado. Antes, ela funcionava no estilo “todos põem e todos sacam” de uma mesma bolada; hoje ela funciona como um fundo, em que “cada um tirará o que depositou mais os lucros”. O dinheiro de um não se mistura com o de outro.

Pergunta de Larissa Siqueira

Comecei há pouco tempo a investir em ações. Uns amigos estão montando um clube de investimentos, mas seu método me deixa um pouco preocupada. Eles se baseiam basicamente nos gráficos. Se deu topo, rompeu patamar, martelo e um monte de nome que eu não entendo. É viável investir em ações com base somente nos gráficos?

Gustavo Cerbasi

Sei que os grafistas me odeiam por dizer isso, mas acho que investir somente com base nos gráficos é irresponsabilidade. Aliás, isso não é investir, mas sim especular. Se você passa o dia acompanhando investimentos, até poderá ganhar muito dinheiro com os gráficos. Se você vive de fazer outra coisa, sugiro que compre “empresas” e não “mercados”. Compre o que os fundamentos dizem que é um bom negócio, mas JAMAIS ignore os gráficos. Ou seja, se você já sabe o que quer comprar, não tente ir contra a corrente, espere a hora certa.

Pergunta de Adriana

Tenho um salário que dê para pagar as contas e sobra muito pouco para outras coisas, como diversão e comprar roupas novas, etc. Hoje um carro é uma necessidade, até mesmo para meu trabalho. Gostaria muito de comprar um, como fazer?

Gustavo Cerbasi

Nossos problemas (e também as soluções) vêm de nossas escolhas. Se o carro é necessário, abra o jogo com a família e deixe de dar presentes. Mas também deixe de comprar roupas novas, de comprar comida pronta e de cometer pequenos pecados financeiros. Algum sacrifício deve ser feito. Quando começar a sobrar dinheiro, pense em investir em sua educação, melhoria do currículo, qualificações que possam aumentar sua renda. Essa será a garantia de que amanhã realmente sobrará mais para poupar. Mas tome muito cuidado com as escolhas que você fará quando sua renda aumentar. Normalmente, é na bonança que começam os problemas que resultarão em tempestades.

E um coment?rio sobre a INFLAÇÃO: para quem já tem alguma reserva, os Fundos de índices de Preços continuarão sendo uma ótima alternativa enquanto o Copom não conseguir domar a fera.

Obs: Vale ressaltar que algumas das perguntas e respostas foram devidamente corrigidas (coisas como correções gramaticais, redundâncias, etc) para melhor entendimento do leitor.

Leia a [Parte 1] e a [Parte 2] das perguntas e respostas desta que foi a primeira Orkutrevista do Brasil.

Vinícius de Mont Serrat tem 18 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como empreendedorismo, investimentos e educação financeira. [+perfil] [+posts]

Educação financeira para quem quer investir

Publicado em 11/ julho/ 2008

Em 2002 a Bovespa lançou um programa de popularização do mercado de ações, feito para quem queria começar a investir, porém este não obteve os resultados esperados. E então há um ano a Bovspa criou vários cursos gratuitos para quem tem de 11 a 70 anos, com o objetivo de ajudar as pessoas a primeiro organizar suas finanças para só depois pensar em investir. Elas aprendem que a administração do dinheiro tem muito a ver com sua vida e que isso pode trazer muitos ganhos futuros.

É por causa da falta de uma educação e administração das próprias finanças que muitas pessoas não conseguem prosperar financeiramente. Infelizmente nem todo mundo faz cursos, estuda ou procura entender sobre suas finanças. Mas elas querem investir, querem ganhar dinheiro, mas não conseguem porque têm dificuldade de lidar com o dinheiro, gastando mais do que podem, ficando naquele “vai-e-vem financeiro”. E se conseguem investir, não ficam felizes o suficiente, pois os ganhos não correspondem às suas expectativas. Isso tudo porque a pessoa não foi educada financeiramente, não da maneira correta, ou se está entando, ainda não conseguiu.

De acordo com a psicóloga Fernanda Patriarca, planejar seu dinheiro é planejar sua vida, e para ser alguém próspero, é preciso olhar para nossas raízes familiares, nossa cultura e principalmente para quem somos e como fazemos nossas escolhas. Para sair do saldo negativo não basta apenas entender de cálculos. A forma como as pessoas lidam com o dinheiro tem tudo a ver com a maneira como se relacionam com seu dia-a-dia. É necessário gastar com a razão e não com o sentimento, pois as dívidas são o reflexo de uma desorganização emocional. Agir com a razão antes de comprar é se perguntar: “Eu preciso mesmo disso?”. É comprar tendo a certeza de que você precisa mesmo daquilo.

Precismos também perceber quando seguimos para o caminho dos extremos: o perdulário e o avarento. A pessoa que gasta demais, não tendo controle, não poupa para o futuro. Mas quem guarda tudo, não se permite ser feliz, restringindo-se aos pequenos prazeres da vida. Educar-se financeiramente é seguir a trilha do meio e esse éum processo longo, onde é preciso determinação e persistência, o que nem sempre é fácil.

Tenha certeza que quem consegue chegar a esse caminho se permitirá a uma vida muito mais tranqüila, tendo em mãos ferramentas poderosas para transformar alguns de seus sonhos em realidade.

Mariana Rodrigues tem 19 anos e está graduando em Administração pela UFJF. Possui grande afeição por assuntos como desenvolvimento sustentável e educação financeira. [+perfil] [+posts]

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